Geralmente, as pessoas se iludem com as fantasias de final de um certo ciclo e marcam aquilo como felicidade alcançada (ou almejada, se por ventura não tiverem concretizado).
O que é difícil de compreender é que não existe esse final, tal como concebido. Nossos ciclos de acontecimentos estão tão interligados, que uma escolha "feliz" pode desencadear uma série de ocorrências nefastas num futuro ou novo ciclo.
Costumamos, por conta da imaginação, marcar nosso tempo através destes ciclos (início, meio e fim), mas na realidade, se buscarmos na memória, não há exatamente um final, nem ao menos felicidade no conceito imaginário do ser humano.
O que se confunde com "felicidade" é o sentimento de alegria. Porém, basta um sentimento mais forte de tristeza (seja qual sua causa) para que essa "felicidade" se pulverize.
Posso afirmar que a real felicidade está justamente na ausência de um final. Vivemos em uma linha contínua e sucessiva de acontecimentos e que posso conceber como infinita ou indefinida. Ainda mais, digo que a real felicidade não está nas conquistas efêmeras e que podem nos ser arrancadas de acordo com certas causas e circunstâncias.
Posso afirmar que o nos traria uma real felicidade é o crescimento que adquirimos ao passarmos por determinadas experiências, e não por algo que é perecível, mas que na nossa imaginação, reconhecemos como de valor "inestimável". É justamente saber que temos algo que o próprio Absoluto não tem (já que é onisciente): o aprendizado constante e sem fim.
Ou seja, a felicidade não é deste mundo, não está na posse dos objetos, das pessoas, dos títulos, dos prazeres. Está na busca do conhecimento de si, do mundo e dos outros.
No final, não há final. Há apenas a busca desta tal felicidade e isso é importante!
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