sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Perguntas e respostas


Texto do dia 22/10/2009:

Sabe quando uma pessoa te faz uma pergunta e na sua resposta, você para pra pensar sobre?

Pois é! Tinha várias escolhas... Mas, preferi responder conforme minha consciência. Embora, meu íntimo quisesse responder de outra forma mais empolgada.

O pensamento é: o sentimento dá uma resposta. A razão dá outra. E se não estivermos atentos, acabamos por misturar as coisas e a resposta sai como uma lógica falsa e totalmente pintada de cores que não bate com a realidade. Assim, isto é se enganar, é sofrer...

O sentimento puro (bruto e autêntico, com certeza) nem sempre é o melhor guia. Se não fosse dessa forma, não teríamos desenvolvido o pensamento como instrumento para agir na natureza. Contudo, existem exceções. Devem haver momentos que o sentimento, na mais pura acepção, deve fluir.

O sentimento bruto, frequentemente, não tem direção certa e pode levar a qualquer resultado. E como aquela frase de banca de jornal: se você não tem um caminho certo a percorrer, qualquer lugar que se chegue serve para você...

Portanto, a sequência mais comum: sentir, pensar (processar este sentimento) e sentir novamente (um sentimento mais refinado). E com direção, com gostinho de que se chega a algum lugar... O incomum é achar que emoções devem ser vividas a qualquer preço (mesmo que traga prejuízo ao eu).

Respondendo outra pergunta: se soubesse que iria sofrer, não viveria um sentimento plenamente. Não plenamente. Afinal, se escolhesse vivê-lo, seria com a certeza de sofrer no final (e quem gosta de finais infelizes?). Se escolhesse não vivê-lo, teria a sensação de frustração, de falta de liberdade. Pois é: no final se sofre de qualquer jeito... Basta saber o que causaria menos prejuízo e qual o preço a pagar por quaisquer escolhas feitas.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Mensagem para uma amiga


Que seu 2011 seja um ano repleto de portas abertas, bastando desejar que suas experiências (e a ajuda divina) te proporcionem escolher qual é a melhor para se entrar.

Saúde é o resultado de suas escolhas.
Amor, da sua disponibilidade de compreender o outro.
Prosperidade, do trabalho bem feito.
Paz, do mal que se deixa de fazer e do bem que se faz.

Enfim, desejo que as escolhas que só você deve fazer, sejam as melhores possíveis, mas que, se preciso, você ultrapasse seus limites como pessoa boa que é.

Feliz Ano Novo!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Mudar ou não? 2011 está aí...


Planejar é um passo para agir.

As pessoas confundem planos com desejos e sonhos.

Muitas vezes, se deseja uma mudança, mas o simples fato de ter que por em ação, através do trabalho, faz com que estas repassem a responsabilidade desta "realização" para o outro ou para o Plano Superior.

Antes de desejar, é preciso ter vontade de realizar aquilo que nos propomos. Paixão é importante: se não fazemos aquilo que sonhamos é porque a paixão não é forte o suficiente.

Então, que sejamos contra a mudança quando aquilo que desejamos venha a ser algo que contrarie a nossa natureza. Ou, que tenhamos a maturidade de desejar, necessitar, planejar e agir conforme nos for realmente útil.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Perceber


Viver não é a frenética sucessão de acontecimentos, nem a paciente letargia do ócio.
Viver é perceber os momentos de movimento e repouso que nos cercam.

É estar atento, observar, compreender.

Por vezes, vivemos alienados como se simples animais fossemos. Comemos, dormimos, amamos, desejamos...

Não basta isto! Precisamos criar coisas com nossos sentimentos e nossos pensamentos. E para tanto, é preciso percepção!

domingo, 26 de dezembro de 2010

Pensamentos


Eu não quero o silêncio, eu quero ouvir...
Eu quero saber, eu não quero a dúvida...
Eu não quero o vazio, eu quero a plenitude...
Eu quero a verdade, eu não quero a mentira...
Eu posso oferecer meu abraço, meu carinho, minha palavra, meu olhar.
Eu posso ensinar e aprender sempre com os acertos e os erros.
Eu dou de minha alma o que é bom e eu sei que recebo de volta.
Eu escolho sempre o melhor caminho que a minha capacidade me provê no momento.
Eu sei que sou uma pessoa melhor do que ontem.
Eu busco a paz de espírito e a tranquilidade.
Eu não tenho posses, porque nada pode me prender. Na verdade, tudo o que tenho é empréstimo da Natureza.
Eu procuro fazer o melhor uso de tudo o que me é proporcionado por minhas escolhas.
Eu erro, mas procuro me retificar.

E você? O que quer, escolhe, pode, dá, recebe, ensina, aprende, sabe, busca e tem?

Palavras


Algumas palavras que já passaram pela minha mente:

- desapego à matéria...
- você é feliz do jeito que é...
- tudo aquilo que precisa, virá na melhor oportunidade...
- o Universo está aberto aos seus desejos.

Portanto, faça o desejo correto!

De um desejo, um pensamento, uma escolha, uma ação e uma realização!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

A verdadeira dimensão das coisas


Escrito originalmente em 17/10/2009:

"Os problemas têm agora seu devido valor. São pequenos. Isto ocorre porque penso neste momento que tudo tem o seu lugar e a sua lógica.

É estranho escrever sobre isso, já que eu sempre fui uma pessoa dada a complicar e superlativizar os fatos e questões.

Tudo pode ser mais simples. Mesmo os nossos medos e inseguranças.
Basta resolver uma questão por vez...

Aprendendo a me recuperar quando impressões fortes e negativas surgem. A percepção é importante. Assim, pode-se tratá-las, enfraquecê-las e substitui-las por impressões fortes mais salutares.

This is so!"

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

São Paulo


Como morador nascido em São Paulo, percebo como a falta de direcionamento do poder público e a exploração selvagem por parte do meio privado, faz com que um dia de chuvas torrenciais estrangule a cidade.

Desde criança, eu tenho interesse em conhecer a sua história e gosto de ver fotos antigas. O antigo colégio de jesuítas e atual metrópole que não pode parar é o retrato fiel do que não se deve fazer com uma cidade.

Se houvesse um modo de restrição de seu crescimento já na década de 1950, a cidade provavelmente seria do tamanho e população de Londres ou Paris.

Exemplos vemos nas avenidas centrais: um mosaico de estilos arquitetônicos (no cruzamento da Ipiranga com a Rio Branco, observamos prédios das décadas de 40 a 60, diferentes estilos) a tamanhos desproporcionais (edifícios de 4 andares contrastando com vizinhos de 8 e 12 andares). Na Sé, uma catedral "gótica" e duas igrejas em estilo colonial (não considerando o espelho d'água e o tribunal de justiça em estilo clássico). Nas periferias, bairros mais "nobres" cercados pela pobreza. A péssima escolha em transformar córregos em "canais-vias expressas" (e um dos motivos para que sofra a cidade com as chuvas). Exemplos, enfim, existem aos montes. E me deixa saudosista, apesar de não ter vivido na época das fotografias que tanto namoro... Se nos projetos de retificação dos meandrantes (Tietê, Pinheiros e Tamanduateí), houvesse o cuidado de cercar estes rios com parques e vegetação abundante, provavelmente não sofreríamos tanto com as enchentes...

Da mesma forma, os elevados que despersonificam as áreas ao redor, e que em favor do carro, trazem ou levam à pobreza, à desvalorização do ambiente e à queda da qualidade de vida nestes locais.

São Paulo: sua beleza está nas raras pistas do que foi seu passado e sua perdição na ânsia de chegar ao futuro através de um falso progresso.



domingo, 19 de dezembro de 2010

À posse e o desapego

O grande problema do ser humano é a posse e o apego às coisas, pessoas e sensações.

Quando isto for reduzido ao seu verdadeiro significado (desapego), aí sim teremos a chave para a felicidade.

Isto não significa que devemos estar apáticos ao que ocorre ao nosso redor. Nem que não devamos sentir afeto e empatia pelas pessoas. Ou que devemos viver como indigentes, sem direito de gozar os frutos da terra.

O problema é se deixar prender de tal modo que prejudiquemos nossos semelhantes. Causar prejuízo a nós mesmos também é um sinal de que isto não é natural.

Vivemos na Natureza e esta é de todos. Vivemos ao lado de outros iguais: se queremos ser respeitados por nossas escolhas, respeitemos as escolhas alheias.

Pecamos pelo excesso e nos esquecemos que a necessidade sempre é mais simples do que realmente imaginamos.

Não temos condições, ainda, de impor nossa vontade sobre o desejo... Mas, trabalhando vagarosamente e arduamente, passo a passo, vamos estabelecendo as rédeas necessárias para tanto. Aliás, o desejo não é algo mal... É importante! Este nos move para nossas conquistas. Deve-se, no entanto, discerni-lo.

Ame o real, não a ilusão!

sábado, 18 de dezembro de 2010

Questões


A pergunta: é justo ficar infeliz por alguém estar seguindo feliz?

A pergunta reversa: é justo deixar de ser feliz porque deixaria alguém infeliz?

Busque sua felicidade sem que isso signifique atingir negativamente o outro de modo intencional.

Porque, indiretamente e sem intenção, sempre quando realizamos essa busca, alguém se sentirá afetado de algum modo. Essa pessoa, certamente, não tem a maturidade que se espera e, um dia, ela verá que não faz sentido se entristecer pelo sucesso alheio.

Que fiquemos contentes com a alegria do outro. Coisa diferente, é sinal de ignorância das Leis que regem o Universo. Ou seja, façamos nossa parte e não imitemos as reações menos nobres de nossos semelhantes.

E, por fim, não deixemos de procurar nosso caminho de ascensão (principalmente o da alma), mesmo que isso seja penoso ao outro, pois devemos lembrar que já estivemos (ou podemos ainda estar) na frequência da inveja, do ciúme, da possessividade e outros sentimentos similares.

Estas perguntas foram feitas há um ano mais ou menos e só pude respondê-las hoje num estalo. Quem sabe com o tempo, isso não se torna mais bem elaborado.

Se nós tivéssemos esse costume de sondar nosso passado e reviver dúvidas e afirmações, poderíamos chegar a conclusões interessantes para o nosso auto conhecimento.

Existe tratado para tudo...

... e este foi escrito no século 18:

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Divagações antigas


"O que é, é".
"Uma coisa é ou não é, não meio termo".
"Tudo tem a sua razão de ser".
"Tudo o que existe tem o que precisa para existir".
"Tudo o que existe, e não tem em si que há mister para existir, recebeu-o de outro que é a causa".
"Nas mesmas circunstâncias, as mesmas causas produzem sempre os mesmos efeitos".
"Toda a qualidade, todo o modo de ser supõe uma substância".
"Tudo neste mundo tem uma finalidade".
"Nada é inútil".
"A natureza segue sempre os caminhos mais simples e mais diretos; a natureza atua sempre com a maior economia de força e de matéria; produz o máximo de efeito com o mínimo de causa".
"Nada há de supérfluo".

Resumo dum pouco do pensamento aristotélico...

Voltando às minhas divagações: o pensamento é verbo, é atuante. É uma ferramenta do sujeito (eu) para que este aja em si e no outro.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Os tipos de Amor


Segundo os trabalhos de John Alan Lee, embora existam diversos autores que retratam este mesmo tema, os indivíduos comportam três necessidades básicas a saber: companhia, lazer e paixão. Assim, identificou seis tipos de amor, de acordo com essas necessidades:

- Eros = é a emoção baseada na atração física e com componentes basicamente eróticos. Tem uma grande força e intensidade, mas que não se mantém num longo espaço de tempo.

- Storge = é a emoção baseada no afeto, na simpatia mútua e na amizade. A intensidade é menor, porém mais constante e sólida.

- Ludus = é a emoção descompromissada, com o interesse mútuo no divertimento, na aventura. A intensidade é aparentemente forte, mas bastando que o objeto de interesse desapareça, desvanesce com facilidade.

- Mania = é emoção que raia à possessividade, às exigências excessivas de si e do outro. A emoção aflora sem controle. É instável. É identificado com o amor romântico.

- Pragma = é a emoção em que amor-próprio vem antes do outro. Busca-se antes que o outro preencha alguns requisitos básicos para que o indivíduo se entregue. Bastando que não haja um dos elementos requeridos para que a emoção se disperse.

- Ágape = é o amor incondicional. Tão raro que corresponde mais a um ideal que a uma realidade. O indivíduo se entrega, sem esperar o retorno, é compreensivo e que pode sacrificar algo importante em prol do objeto amado.

Eu acredito particularmente que nós podemos sentir uma ou muitas, sejam simultâneas ou não, dessas emoções descritas. Até daria para se criar um jogo em que nós pudéssemos nos orientar sobre o que é sentir amor...

Outros autores citam outros tipos, porém não vou fazê-lo (senão, eu podia escrever um tratado e quem sabe ganhar um dinheirinho...).

De qualquer modo, podemos verificar o quão difícil é entender esse sentimento.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Filosofando...


Se a razão faz o homem e é o sentimento que o conduz, como diria Rousseau, eu complemento que a razão serve para direcionar o homem também na interpretação do sentimento. As paixões quando não interpretadas de forma correta, levam-no a desastres emocionais complicados e intrincados. Somos campeões da justificação: isso acontece porque não há a correta leitura das emoções. Os sentimentos são importantes e não devem ser desprezados (como se isso fosse possível). Enfim, sentir, perceber e pensar... Pensar é justamente o tratamento necessário dos sentimentos para reforçá-los e enfraquecê-los quando preciso.

Mudando o foco: compreender o outro é extremamente difícil, se estivermos olhando para nosso próprio umbigo. Entendo que ouvir e dar sua atenção é criar um campo de empatia... Colocar-se no lugar da pessoa que ouvimos. Frequentemente, somos impelidos a fechar nossos ouvidos e projetamos nossa experiência pessoal (porque acreditamos que nossa vivência é mais rica que do outro?). Isso faz que os dados nos venham distorcidos e na devolutiva, falamos ao nosso interlocutor coisas que ele não quer ouvir ou que não é o retrato fiel da situação exposta... Aliás, ele não precisa ouvir de nós, ele precisa ouvir de si mesmo! E por que? Porque ele se ouvindo, pode processar as informações internas e tomar as decisões mais acertadas. Então, se há a empatia, há o perfeito entendimento do que se passa com o outro. Neste caso, sim, podemos até falar com propriedade. Nosso amigo vai ouvir como se estivesse se vendo...

Sobre nossos projetos: Sim! Nós podemos! O que? Podemos modificar e influenciar o mundo ao redor... Conforme nossa estatura, logicamente...
Vou tentar ser mais claro: de início, isso se dá em um campo bem restrito. Somos indivíduos em processo de crescimento. Conforme vamos crescendo em idéias e experiências, vamos ampliando este campo, tornando-nos mais seguros, mais certos, mais firmes, mais confiantes naquilo em que nos propomos a desbravar...
Quando iniciamos, nossa lavoura é bruta e selvagem. Com o passar do tempo e com muito trabalho, vamos limpando o terreno, aperfeiçoando nossas técnicas até que este revele finalmente os frutos desejados. O importante é nunca desistir e sim persistir!

Mais uma de amor: os pais são importantes em nossa formação. Aprendemos através de seus atos e pouco de suas palavras. Seus exemplos, sejam positivos ou negativos, são percebidos por nós e repetidos em nossas atitudes durante nossa vida. Assim, no campo afetivo, cabe-nos na nossa maturidade (sempre há um nível, conforme nosso desenvolvimento), repensar as atitudes negativas apreendidas e modificá-las em positivas. Por exemplo, a ruptura que sofri em minha família, refletiu e ainda reflete (mesmo que fracamente agora) nos meus atos atuais e pretéritos. Dessa forma, repensando posso dizer que não completamente, mas em alguns pontos, eu reverti a onda negativa. Noutros casos, nem precisei pensar muito: um senso de justiça e empatia me impeliu para a atitude correta e que não seria compartilhada pelos exemplos apreendidos. O segredo, talvez, seja deixar para trás nossos sofrimentos e tratá-los como histórias apenas. O segredo, talvez, perceber finalmente que somos seres individuais e que podemos escolher o caminho correto, ao invés de ficar macaqueando as experiências de nossos progenitores.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Message Personnel - Françoise Hardy/Michel Berger


At the end of the line is the sound of your voice
and the words that I can't that I never shall say
those words that people fear when they don't make them laugh
that have been too often in books, songs and movies
words I'd like to tell you and words I'd like to live
words I never shall say : I want to, I just can't

I'm so lonesome I could die and I know where you are
I'm coming, wait for me, I know you, you know me
Will you spare me some time 'cause I'll give you all mine

I'd like to come to you, but I always stay
I never come to you : I want to, I just can't
I ought to speak to you, I ought to be with you
or at least try to sleep

I'm afraid you'll be deaf, I'm afraid you'll escape
afraid I'm too forward and I never shall say
that I've fallen for you

But if you think you could love me tomorrow
don't be afraid of memories and sorrow
we'll flee the past where we can leave tomorrow
come and rescue me

If you think you could love me tomorrow
don't be afraid if the path looks narrow
between the past and the life tomorrow
come and rescue me

If you're fed up with your life
and find no way
when every day is just another yesterday
think of me, think of me

But if you think you could love me tomorrow
don't wait a day, don't waste a time you can't know
where will your life lead from here tomorrow
come and rescue me

If you think you could love me tomorrow
run, take my hand, and where you go I'll follow
I need a sign so I can let my love show
come and rescue me

If you're fed up with your life
and find no way
when every day is just another yesterday
think of me, think of me

But if you...

Planos, sucessos e mudanças de rumo


No dia 17/09/2009, eu escrevi o texto abaixo e algumas coisas mudaram, principalmente no campo profissional. Na área pessoal, já existe alguma maturação.

No final das contas, o que desejamos e planejamos, vai-se colocando em prática e deixando algumas de nossas palavras com um tom de antiguidade. Outras acabam por nos atrair para outros caminhos e planos.

O engraçado é quando queremos algo, ressaltamos o produto final e não imaginamos o que vai acontecer no meio da história. Parece novela!

Segue:

"Muito pensativo...
Minha intuição prediz cautela. Meus sentimentos estão sendo interpretados.
Quando a visão de um futuro se torna incerta, tento verificar as saídas possíveis, as escolhas possíveis... E esta visão é um pouco, a verificação do presente...
As informações vêm e nos alimentam de dados...

Por exemplo: estou desfiando as possibilidades de um novo caminho profissional. Durante este tempo, removo os obstáculos e vou abrindo as novas sendas. Aonde vai dar? Logicamente no lugar desejado.

No campo sentimental e pessoal, eu venho trabalhando com os medos e inseguranças internas. O que eu quero é: mesmo nos caminhos mais incertos, atravessá-los com o discernimento da maturidade adquirida. O que eu desejo mais: confiar e ser confiado. Por que? Porque da minha parte, eu tenho uma natureza boa, tenho intenções boas... Quero também compreender e ser compreendido, quero amar e ser amado.

O amor é a inclinação e o interesse que o ser tem para se dedicar a alguém, a algum objeto (seja este tangível ou não) ou até a si próprio. Esta dedicação envolve um retorno que nos anima e nos fortalece.

Das múltiplas variáveis, eu não vou escrever agora. Mas, quero desenvolver bem este tema.

E voltando: conforme está sub-entendido, há sempre a troca de energias entre os seres... Um verbo ativo e outro passivo: Amar e ser amado.

Não há fórmula mágica para se saber... Tudo vai da experiência interna de cada um... O importante é não complicar as coisas. É tornar tudo o mais simples possível.

E na minha simplicidade: não reter sentimentos, mas antes explorá-los! Deixar o sim prevalecer... Tudo o que fica represado acaba definhando e se deformando...

Enfim, é isso por enquanto... Continua..."

Can you take me back

"Can you take me back where I came from
Can you take me back
Can you take me back where I came from
Brother can you take me back
Can you take me back?
Mm can you take me where I came from
Can you take me back?"
(Paul McCartney)

sábado, 11 de dezembro de 2010

Trecho de 10/09/2009


"Outro dia, estava assistindo um desenho (estilo mangá) no Animax e a personagem dizia que tudo na vida exige uma compensação. A felicidade exige responsabilidade e a infelicidade seria a negação da primeira para escapar da segunda. A personagem dizia: quem compraria um bilhete de loteria e não iria receber o prêmio, caso o ganhasse? Se a pessoa comprou o bilhete, estaria obrigada a recebê-lo e não faria sentido se não o fizesse (só se quisesse escapar das responsabilidades que este prêmio traria). Era compensação por tê-lo comprado. Se você dá algo de si, procurando um objetivo maior, tem que estar preparado para receber o resultado. Escolher e não escolher: é escolher de qualquer forma. Rejeitar algo, é escolher e isso tem consequências. Aceitar, também. No final, se escolhemos algo que nos trará felicidade (no sentido de prazer, alegria), temos que ter consciência que isso exige de nós algo também, um esforço ou algo parecido. Se escolhermos a negação, teremos a paga de nossa escolha... É meio ação e reação, Karma ou o nome que se puder dar a isso."

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Pensamento curto...


O nada é uma idéia abstrata, existe como idéia na mente, da mesma forma que podemos conceber sereias e nereidas. Podemos formá-las pela imaginação, mas não sobrevivem quando postas à luz de nosso intelecto.

As verdadeiras necessidades não têm gostos


Nenhum conselho me parece mais útil para te dar do que este (e que nunca é demais repetir!): limita sempre tudo aos desejos naturais que tu podes satisfazer com pouca ou nenhuma despesa, evitando, contudo, confundir vícios com desejos. Porventura te interessa saber em que tipo de mesa, em que baixela de prata te é servida a refeição, ou se os escravos te servem com bom ritmo e solicitude? A natureza só necessita de uma coisa: a comida. (...) A fome dispensa pretensões, apenas reclama ser saciada, sem cuidar grandemente com quê. O triste prazer da gula vive atormentado na ânsia de continuar com vontade de comer mesmo quando saciado, de buscar o modo como atulhar, e não apenas encher o estômago, de achar maneira de excitar a sede extinta logo à primeira golada! Tem, por isso toda a razão Horácio quando diz que a sede não se interessa pela espécie de copo ou pela elegância da mão que o serve.

Se achas que têm para ti muita importância os cabelos encaracolados do escravo, ou a transparência do copo que te põe à frente, é porque não estás com sede. Entre outros benefícios que devemos à natureza conta-se este, e fundamental, de prover sem artifícios a quanto nos é indispensável. Apenas no que é supérfluo nos podemos permitir a escolha, recusando isto ou aquilo como "pouco bonito", "pouco requintado" ou "desagradável à vista"! A preocupação do criador do universo ao determinar as leis da nossa existência foi a nossa saúde, não os hábitos sofisticados; e enquanto o indispensável à saúde se encontra à nossa total disposição, os requintes do luxo só os podemos obter a troco de penas e angústias. Tiremos, portanto, partido deste inestimável benefício que devemos à natureza; pensemos que a nenhum outro título ela merece mais a nossa gratidão do que por nos facultar o uso sem repugnância de quanto podemos naturalmente desejar!

Sêneca (Cartas a Lucílio)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Algo a guardar para futuros estudos


É dito que a matéria é energia.

É provável que a mente também seja energia, mas de natureza diversa daquela que se constitui a matéria.

Perguntas: quais são as leis que regem a energia material e quais são as que regem a mental?

Mais colocações: essas leis não podem ser originadas do nada. Deve existir, assim, um absoluto donde essas leis provêm. Se não houvesse, qual seria a estabilidade dessas mesmas leis?

Uma coisa certa: apenas a energia material pode ser desagregada e agregada continuamente seja pelo absoluto, seja pela mente.

Na minha concepção, a mente é indivisível. Não é absolutamente perfeita em todos os seus atributos, mas aperfeiçoável. É originada, mas se é indivisível, não pode ser desagregada. E assim, penso que esta energia mental, uma vez originada, não pode deixar de existir, conforme alguma lei ainda não apreendida.

A matéria é divisível, e também, uma vez originada, não pode deixar de existir.

O que talvez as diferenciem, sejam as leis que ambas estejam submetidas.

Preciso amadurecer estas idéias e pô-las à prova!

Amigos


Tempos atrás, perguntei a uma pessoa: Por que devemos ter amigos?

Ela me respondeu: Porque merecemos!

Ainda hoje, estou sem resposta...

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Confúcio


“Ao encontrarmos pessoas de valor, devemos pensar em como igualá-las; ao encontrarmos pessoas sem valor, devemos examinarmo-nos a nós mesmos internamente para vermos se somos iguais a elas”

domingo, 5 de dezembro de 2010

Trecho de um post de 27/08/2009


"Para mim, a liberdade não é absoluta. É algo que vamos obtendo através do exercício contínuo de nossa vontade, em detrimento de alguns instintos e paixões obsoletas. Ainda, acredito que não existe o nada. Tudo é preenchido. Pode ser através de leis que ainda não conhecemos e não dominamos. A partir do instante em que conhecermos as leis naturais deste Universo é que passaremos a dominá-las e desta forma, conquistar a liberdade almejada, contudo nunca de modo absoluto, pois absoluto, apenas o Poder Criador e regulador destas forças naturais."

sábado, 4 de dezembro de 2010

De 23/08/2009...


Às vezes, vem na minha mente uma frase que li de Marco Aurélio: "Antes reto que retificado". O estoicismo me atrai, já que eu levo uma vida simples, embora quisesse ter uma vida mais requintada.

Talvez por saber que a matéria fica quando voltamos para o outro plano existencial, prefiro me controlar e não me apegar demais às coisas.

Ainda me pergunto se a matéria não é mera ilusão ou mesmo um conglomerado de átomos com a finalidade única de nos desenvolver.

Mas, voltando à frase: eu sou exigente comigo e procuro segui-la. Apesar disso, muitas vezes, eu só tenho me retificado.

O ponto principal é tentar desenvolver minhas emoções e desta forma, fazer melhores escolhas para a vida. Embora não devesse me voltar ao passado, eu fico imaginando o que poderia ter feito e onde estaria se eu tivesse feito outras escolhas.

Atualmente, eu acredito que ainda posso recuperar meu tempo perdido. Está difícil, porém eu quero isso. Quantas coisas novas a aprender e relembrar. Quantas oportunidades que devem se abrir novamente para mim.

Existem alguns medos a superar e novos campos a explorar. É isso que espero e depende de mim.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

As aparências enganam...

Este post foi do dia 09/08/2009:

"Hoje, estava revendo uma das cenas do filme "Luzes da Cidade" de Chaplin. A cena final é realmente a grande lição que podemos apreender de como as aparências enganam.

No filme, Carlitos encontra uma jovem cega e pela qual se apaixona. Ele procura fazer de tudo para ganhar dinheiro e pagar a operação que possa fazê-la enxergar novamente. Só que a moça acredita que o vagabundo é na verdade um milionário. Depois das idas e vindas, trabalhar limpando ruas e como pugilista, ele acaba preso...

Quando volta, ele a vê curada, mas ela não o reconhece. No fim, ela se surpreende ao tocá-lo e percebe quem ele é."


O que posso afirmar é: algumas de nossas percepções embotam outras, principalmente no campo da imaginação.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Um vício de quatro anos...

Em 02 de agosto de 2009, eu havia postado sobre parar de fumar. Lembro-me que fiquei uma semana e meia sem fumar, mas acabei voltando.

Meu recorde foi três meses!

Minha recente tentativa há um mês (fiquei quatro dias, se não me engano). Na última tentativa, não sofri muito com a falta do cigarro, mas com a falta do que fazer!!!

Bem... Havia escrito anteriormente que seriam reposts atemporais, mas creio que alguns históricos não fazem mal a ninguém.

Segue o texto:

"Minha cabeça roda... Uma imensa letargia nesta manhã!
Quero que vá pra longe! Preciso ver, sentir e querer: ter todas as minhas faculdades funcionando...

Não sei se é falta da nicotina ou se é reflexo de outras sensações...

Sim! Estou a largar este vício!
Há três anos, comecei a fumar. Sempre planejei que seria por um curto período e que não iria sucumbir ao vício. Para mim, seria um hábito controlado: quisera eu que fosse - já estava consumindo um maço por dia!
Conheço e sei das desvantagens do tabagismo e quem sabe, poderei até aqui mesmo, fazer campanha contra o fumo. Mas, por ora, gostaria de expor que apesar dos riscos, perigos e do cheiro, foram três anos de prazer. E por quê parar agora? Porque, toda forma de prazer, quando buscada em excesso, torna-se prejudicial ao espírito e neste ponto, eu já estava no limite. Entre minha liberdade de escolha e uma efêmera alegria, eu prefiro a primeira.

Outro ponto a considerar: tudo aquilo que fazemos, falamos e transparecemos, acaba por servir de exemplo para os outros. Assim, que sejam coisas boas!

Ontem, assisti os três últimos episódios de Pushing Daisies.
Hoje, em um sonho sequencial, vi-me preocupado com a saúde.
Amanhã, será um dia intenso de trabalho e emoções.

Recomendação de hoje: http://indiagestao.blogspot.com/"

É algo de se repensar!

Posts recuperados

Meses atrás, os primeiros posts que eu escrevi foram deletados por um capricho perfeccionista meu.

Pois bem! Eu acabei me arrependendo...

Só que descobri uma ferramenta no Google Reader que me deu a chance de resgatá-los.

Vou fazer estas "repostagens", mas dos itens que forem atemporais.

Vejamos o que irá sair...