sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Perguntas e respostas


Texto do dia 22/10/2009:

Sabe quando uma pessoa te faz uma pergunta e na sua resposta, você para pra pensar sobre?

Pois é! Tinha várias escolhas... Mas, preferi responder conforme minha consciência. Embora, meu íntimo quisesse responder de outra forma mais empolgada.

O pensamento é: o sentimento dá uma resposta. A razão dá outra. E se não estivermos atentos, acabamos por misturar as coisas e a resposta sai como uma lógica falsa e totalmente pintada de cores que não bate com a realidade. Assim, isto é se enganar, é sofrer...

O sentimento puro (bruto e autêntico, com certeza) nem sempre é o melhor guia. Se não fosse dessa forma, não teríamos desenvolvido o pensamento como instrumento para agir na natureza. Contudo, existem exceções. Devem haver momentos que o sentimento, na mais pura acepção, deve fluir.

O sentimento bruto, frequentemente, não tem direção certa e pode levar a qualquer resultado. E como aquela frase de banca de jornal: se você não tem um caminho certo a percorrer, qualquer lugar que se chegue serve para você...

Portanto, a sequência mais comum: sentir, pensar (processar este sentimento) e sentir novamente (um sentimento mais refinado). E com direção, com gostinho de que se chega a algum lugar... O incomum é achar que emoções devem ser vividas a qualquer preço (mesmo que traga prejuízo ao eu).

Respondendo outra pergunta: se soubesse que iria sofrer, não viveria um sentimento plenamente. Não plenamente. Afinal, se escolhesse vivê-lo, seria com a certeza de sofrer no final (e quem gosta de finais infelizes?). Se escolhesse não vivê-lo, teria a sensação de frustração, de falta de liberdade. Pois é: no final se sofre de qualquer jeito... Basta saber o que causaria menos prejuízo e qual o preço a pagar por quaisquer escolhas feitas.

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