terça-feira, 26 de outubro de 2010

A Matrona de Éfeso (por Petrônio)

sábado, 16 de outubro de 2010

Tão perto e tão distante


Ontem, conversei com a pessoa mais perfeita pra mim.

Tempos atrás (muito aliás), eu estive tão perto e pude estragar o momento certo.

Hoje, ela segue num caminho diferente e está feliz! Não me queixo porque eu sei que ela está ótima!

Ouvir a voz dela pelo telefone foi bom e, ao mesmo tempo, estranho. Coisas de um amor mal resolvido (pelo menos pra mim).

O interessante é saber que não controlamos certas coisas. As pessoas seguem seu caminho e eu segui meu caminho.

Mas, não posso deixar de admirar como essa mulher se tornou tudo aquilo que eu sonhava...

Paciência, paciência... Um dia, nos encontraremos novamente ou encontrarei alguém que seja como você.

Agora, pensando bem: o verdadeiro sentimento de amor, não cria posse ou propriedade, mas afetividade sem egoísmo. Por isso, mesmo distante, tenho sua presença carinhosa.


Francoise Hardy - So Many Friends (l'amitié - En Anglais)

(Paroles anglaises:- J More)
so many friends have come and gone like you have done
I meet them for a while between the rain and sun
like birds of passage sheltering from a stormy sky
we get to know each other while the clouds pass by

they always leave a little of themselves behind
a tenderness and sympathy so hard to find
they listen to my troubles with a look so wise
but often there's a touch of sadness in their eyes

like you, you came to me, from the storm
you came to me and I kept you warm

so many friends of mine before have done the same
they go away from me as quickly as they came
their hearts are full of tenderness and love to share
with all the lonely people they meet everywhere

who knows exactly what the future has in store
one thing I know for certain, I've got one friend more
a friend in need will always find a friend in you
maybe some day when I'm alone you'll see me through

some day, I'll come to you from the storm
I'll come to you and you'll keep me warm

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Procurando estrelas...

Olhando pela janela, agora que o tempo está menos nublado, vejo as estrelas. As minhas prediletas são as "Três Marias". Eu as procuro no céu assim quando dá para visualizá-las. Também procuro por Vênus, já que é o corpo mais brilhante (não considerando a Lua). Se eu tivesse um telescópio, eu me deliciaria com as surpresas que a noite pode proporcionar...

Assim é quando eu procuro pelas pessoas. Não preciso de aparelhos mirabolantes para identificar suas belezas e viciações. Por mais que o brilho tente esconder sua real essência (e ao contrário das estrelas, não busco o brilho), no final, denuncia-se o que é. Isso não é negativo: ser o que é. O que torna o outro falso é a tentativa vã de brilhar como uma "Sirius".

Eu, particularmente, prefiro as pessoas simples, no sentido que a pobreza lhes dá, porque elas não se escondem, são receptivas e na sua "pureza" similar de uma criança, abrem seu coração. Ao mesmo tempo que pedem amparo, amparam-nos com sua simplicidade. Algo difícil de entender, mas fácil de sentir.

Deste modo, procurar objetos no céu é parecido quando achamos pessoas simples e sem arremedo de caráter: bonito de ver (os primeiros externamente, as segundas internamente).

http://migre.me/1y2O2 - Cena do Filme "Casablanca".


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Imagem e realidade...

Estou passando estes dias de feriado prolongado com minhas filhas.

Embora, não seja o perfil de pai em excelência e qualidade, eu praticamente dedico meu tempo para elas e acabo deixando outras coisas para segundo plano.

O interessante em passar os dias com elas, é a imagem que elas fazem de mim. Em alguns pontos, sou o divertido, o exigente, o tolerante, etc. Em outros, mais particularmente relacionados à minha vida pessoal e minha personalidade, elas apenas visualizam uma imagem externa e que nada se parece com a realidade que eu vivo.

Como acontece com muitas pessoas da minha convivência, elas somente interpretam o que eu faço, sejam coisas boas ou ruins. E mais, se as beneficio, sou bom e vice-versa. Ninguém sabe (ou finge não saber) que eu apenas quero acertar, mesmo que para isso, eu tenha que errar às vezes.

É simples criar rótulos de acordo com os estados emocionais que nos atinge a cada momento. Mas, a questão é mais complicada: embora sejamos únicos e com uma especial personalidade, etc., desempenhamos diversos papéis, de acordo com a posição que ocupamos em sociedade, ou melhor, somos únicos e múltiplos numa essência.

Por isso, se já é difícil o outro nos conhecer (e portanto, simples nos rotular em nossas variações emocionais), para nós é bem complicado entender como separar os papéis de pai, profissional, marido, filho... É preciso atenção redobrada em relação a isso (e nem sempre estamos atentos).

A criança costuma simplificar problemas e questões (por vezes, isso é maravilhoso), mas em alguns aspectos, repito, isso não funciona. A observação desta imagem tem que ser mais atenta e refletida. E digo isso para adultos (que se comportam como crianças fossem).



segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Depois da eleição


Fico admirado com as manifestações de inconformismo com o segundo turno para a Presidência no Brasil. Dá-se emoção desmedida e pouca reflexão ao que pode ser um momento de avaliação das propostas dos candidatos.

Dá a impressão que existe um medo de uma eventual vitória tucana e que as boquinhas no atual governo não venham a ser renovadas. Tenho verdadeira ojeriza por tal comportamento.

A Imprensa, tanto os veículos independentes, como os que são comandados pelas elites locais, fazem uma cobertura desleal e parcial.

A propaganda traz a ilusão que acoberta as propostas e planos dos candidatos.

E no final das coisas, a qualidade de vida vai piorando e escravidão a que temos que ser submetidos fica cada vez mais forte.

domingo, 3 de outubro de 2010

Perdi o tom e o dom?


Nestas últimas semanas de ociosidade, eu pude passar muito mais tempo comigo e vejo como existem questões a serem refletidas e reformadas.

A falta de um trabalho decente, a constatação de algumas limitações, a dificuldade de lidar com o outro e comigo mesmo...

E também vi que quanto mais tempo temos, mais tempo desperdiçamos... E quanto menos, mais reclamamos...

Ritmo quebrado, o tom fora do circuito... E o dom de estar com gente foi se perdendo na medida em que eu fui percebendo o quanto eu tenho medo em confiar.

Sim, eu tenho graves problemas em confiança atualmente.

Mas, como medo e esperança andam de mãos dadas, ainda espero que eu possa encontrar o tom certo e recuperar meu dom de gostar de pessoas...