Olhando pela janela, agora que o tempo está menos nublado, vejo as estrelas. As minhas prediletas são as "Três Marias". Eu as procuro no céu assim quando dá para visualizá-las. Também procuro por Vênus, já que é o corpo mais brilhante (não considerando a Lua). Se eu tivesse um telescópio, eu me deliciaria com as surpresas que a noite pode proporcionar...
Assim é quando eu procuro pelas pessoas. Não preciso de aparelhos mirabolantes para identificar suas belezas e viciações. Por mais que o brilho tente esconder sua real essência (e ao contrário das estrelas, não busco o brilho), no final, denuncia-se o que é. Isso não é negativo: ser o que é. O que torna o outro falso é a tentativa vã de brilhar como uma "Sirius".
Eu, particularmente, prefiro as pessoas simples, no sentido que a pobreza lhes dá, porque elas não se escondem, são receptivas e na sua "pureza" similar de uma criança, abrem seu coração. Ao mesmo tempo que pedem amparo, amparam-nos com sua simplicidade. Algo difícil de entender, mas fácil de sentir.
Deste modo, procurar objetos no céu é parecido quando achamos pessoas simples e sem arremedo de caráter: bonito de ver (os primeiros externamente, as segundas internamente).
http://migre.me/1y2O2 - Cena do Filme "Casablanca".
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