Estou passando estes dias de feriado prolongado com minhas filhas.
Embora, não seja o perfil de pai em excelência e qualidade, eu praticamente dedico meu tempo para elas e acabo deixando outras coisas para segundo plano.
O interessante em passar os dias com elas, é a imagem que elas fazem de mim. Em alguns pontos, sou o divertido, o exigente, o tolerante, etc. Em outros, mais particularmente relacionados à minha vida pessoal e minha personalidade, elas apenas visualizam uma imagem externa e que nada se parece com a realidade que eu vivo.
Como acontece com muitas pessoas da minha convivência, elas somente interpretam o que eu faço, sejam coisas boas ou ruins. E mais, se as beneficio, sou bom e vice-versa. Ninguém sabe (ou finge não saber) que eu apenas quero acertar, mesmo que para isso, eu tenha que errar às vezes.
É simples criar rótulos de acordo com os estados emocionais que nos atinge a cada momento. Mas, a questão é mais complicada: embora sejamos únicos e com uma especial personalidade, etc., desempenhamos diversos papéis, de acordo com a posição que ocupamos em sociedade, ou melhor, somos únicos e múltiplos numa essência.
Por isso, se já é difícil o outro nos conhecer (e portanto, simples nos rotular em nossas variações emocionais), para nós é bem complicado entender como separar os papéis de pai, profissional, marido, filho... É preciso atenção redobrada em relação a isso (e nem sempre estamos atentos).
A criança costuma simplificar problemas e questões (por vezes, isso é maravilhoso), mas em alguns aspectos, repito, isso não funciona. A observação desta imagem tem que ser mais atenta e refletida. E digo isso para adultos (que se comportam como crianças fossem).
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