...tudo o que você recebe, você dá na mesma proporção, de acordo com a utilidade ou inutilidade de nossas ações ou escolhas.
E tudo está tão interligado que é complicado saber o que é consequência ou causa em uma ação e reação.
Nossas próprias escolhas, na maioria das vezes, não passam de reações às escolhas dos outros ou dos acontecimentos que nos afetam.
É como se fôssemos apenas bolas de bilhar chocando-se umas com as outras.
Além disso, há alguma escolha ou ação nossa que não tenhamos expectativa de um retorno, mesmo que esta seja velada? Dificilmente, são raríssimas.
E naquelas em que somos "altruístas", mesmo nessas esperamos algum retorno. Porém, como não temos dimensão do tempo e do espaço em que nossas escolhas renderão os frutos desejados, fazemos novas escolhas que alteram o curso das primeiras, com a intenção de acelerar este processo, e assim, colhemos resultados inferiores aos que nos propomos de início.
Logicamente, há chances de acertar, mas a experiência observada no comportamento e atitudes humanas levam a ter o pensamento exposto acima, principalmente por conta de nossa ignorância das Leis.
Se nós agimos para a nossa utilidade, sem contar os outros ou o mundo em que vivemos, teremos como consequência um retorno pífio, baseado e circunscrito à proporção de nosso desejo que, por material, é passageiro e passível de diversas repetições e esforços primitivos para perdurar um estado emocional de plena alegria (ilusional, pois é perecível).
Se nós agimos, tendo em conta as "três pontas desse triângulo", somos impelidos a largar mão da possessividade instintiva e que nos dá aquela falsa segurança que somos algo especial, centro do Universo e etc.
Porém, neste último caso, ganhamos coesão e nos percebemos como parte de um sistema inteligado e cooperativo. Ganhamos utilidade e finalidade. Não estamos mais sozinhos em nossa individualidade, brigando com todos e com o mundo na busca da satisfação de desejos ilusórios.
Aliás, usamos de nossa individualidade, de nossa força para o progresso mútuo dessa "tríade". E a recompensa, neste ponto de vista, seria muito mais rápida que aquela que é produzida somente com vistas à satisfação pessoal.
Por fim, o útil só o é quando tem a intenção o coletivo. Tudo fora disto é inutilidade.
Então, tudo o que você dá com a expectativa de satisfação pessoal e egoísta, você recebe: inutilidade e ilusão.
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