domingo, 22 de agosto de 2010

Eu preciso de você!


Como eu poderia existir se não houvesse ninguém mais no Universo? Se nem mesmo uma Força Superior fosse real? Apenas eu estivesse consciente. Não haveria nada que atestasse minha existência. Assim, para que tenha existência real, teria que haver algo além de mim e que seja tão consciente quanto eu, seja este superior ou igual a mim. Portanto, eu preciso e é necessário que haja você!

Para existir, presume-se então que todos precisam do outro para ter sua existência atestada. Mas e para ser? É necessário a presença do outro para que tenhamos uma identidade? Quando eu atesto sua existência, eu não sei o que se passa por dentro de ti. Apenas vejo seu exterior, assim como vejo uma pedra ou um objeto qualquer.

Basta isso para que eu te reconheça?

Quando investigamos um objeto inanimado, reconheço como inerte porque este não se comunica de nenhuma forma autônoma comigo. Porém, com os seres animados, se passa outra coisa. Se ele é desprovido de inteligência, mas provido somente de instinto, eu consigo interpretar sua animalidade, porém ele jamais atestará conscientemente minha existência ou tentará me investigar na minha essência. Isso caberá apenas ao ser que nomeamos de humano. Nós, humanos, temos essa capacidade de nos reconhecer, de nos atestar e até de nos investigar. Isso ocorre pelas faculdades que chamamos de linguagem e inteligência.

Se por um momento, temos nossa existência reconhecida, temos uma necessidade de investigar o outro que se assemelha a nós. Parece-nos que não é o suficiente que existamos simplesmente, mas que nós possamos ser capazes de identificar tudo isso através de um contato mais próximo, mais invasivo.

Pode ser por segurança, curiosidade ou uma busca de nossa própria compreensão: eu preciso de você!

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