sábado, 28 de agosto de 2010

Velhos problemas, velhas soluções


Creio que eu faço parte de uma seleta nata de seres humanos que apesar de saber as respostas para as mais variadas perguntas da vida, insiste em continuar alimentando suas dúvidas.

Profissionalmente, eu sou muito "cristão". Sinto pena das pessoas e procuro ajudá-las no máximo. Então, eu percebo que eu mesmo não me ajudo com essas atitudes. Deixo me prejudicar em detrimento do outro. Solução: deixar que os outros resolvam seus próprios problemas, para que eu possa resolver os meus. Fácil de bradar, difícil de implantar. É um exercício diário...

Na vida pessoal, os mesmos dilemas. Confiança e exigência na escolha das companhias. Já deixei muitas pessoas bacanas passarem por minha vida e por puro medo de me relacionar. Solução: arriscar mais e aproveitar o momento. Primeiro se envolver, para depois escanear a mente do ser amado. Muitos defeitos são mais aceitáveis quando estamos realmente envolvidos.

Já me aconselharam que eu deveria deixar as coisas acontecerem e que é melhor qualquer pessoa (não no sentido ordinário) que alguém extremamente idealizado. Pode ser verdade e estou me convencendo disso.

Aí, eu me pego assistindo um filme como "Amor Sem Escalas", em que o personagem de George Clooney, um solitário "demitidor" resolve finalmente se envolver e... Ele se ferra!

Bem, de um lado, se estou bastante convencido que eu devo ser mais racional no trabalho, fico cada vez mais confuso em relação aos sentimentos em minha vida pessoal.

Se no primeiro, posso ter o controle, no segundo, eu não tenho a mesma segurança ainda.
Talvez, a única análise deva separar quem é ordinário e conhecer o restante sem ser tão severo.

Aliás, tenho que ser menos severo comigo também...

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